IGNOTI NULLA CUPIDO – "Ninguém ama o que não conhece". (Ovídio – poeta romano)

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duvidaDiante da grande complexidade da moral católica é um tanto comum ficarmos na dúvida se determinada ação nossa foi ou não pecado, e se foi, se ele é mortal ou não. Essa dúvida costuma ser natural, principalmente entre os recém-convertidos, e geralmente ela surge nas horas mais inconvenientes (na fila de comunhão, por exemplo). Essas dúvidas, se não forem devidamente sanadas, podem criar alguns problemas para nós fiéis. Alguns acabam caindo no laxismo, ou seja, chegam a um ponto em que, cansados de se preocupar tanto, passam a não mais ligar para os atos que cometem, como se nada, ou pelo menos quase nada, fosse pecado. Por outro lado, muitos acabam tornando-se muito escrupulosos, achando que tudo é pecado e deixando de comungar por conta de pequenos erros que podem muito bem ser perdoados durante o ato penitencial da missa. Foi pensando nisso que nós do Quero Saber Sobre Deus viemos trazer algumas dicas para não sermos pegos de surpresa por essas dúvidas.

O que vem a ser pecado? E pecado mortal? E venial? 

Interrogação

De forma simples, o pecado é um não que dizemos a Deus. Todo e qualquer ato que atenta contra a caridade (de forma mais simples, o amor), virtude máxima de Deus (cf. I Cor 13), é considerado pecado. E quais seriam esses atos? Todos aqueles que atentam contra os 10 mandamentos, pois estes representam as normas máximas de caridade para com Deus (amar a Deus sobre todas as coisas, não tomar o Seu santo nome em vão e guardar domingos e festas de guarda) e para com o próximo (honrar pai e mãe, não matar, não pecar contra a castidade, não roubar, não levantar falso testemunho, não cobiçar a mulher do próximo – o homem da próxima também – e não cobiçar as coisas alheias). É verdade que para cada mandamento deste existem vários atos que o ferem, pois eles representam princípios a partir dos quais devemos julgar as nossas atitudes. Pecar contra a castidade não se limita a não fazer sexo antes ou fora do casamento, pois a castidade é algo que vai muito além disso. Da mesma forma, nós podemos deixar de amar a Deus sobre todas as coisas das mais diversas maneiras, e para entender bem esses princípios, recomendamos a leitura do Catecismo da Igreja Católica e a realização, se possível diária, de um exame de consciência para que possamos identificar tudo aquilo que fizemos de errado desde a nossa última confissão (Exame de consciência).

Também constitui pecado qualquer ato que seja contrário aos mandamentos da Igreja (participar da missa completa nos domingos e dias de preceito, confessar-se ao menos uma vez por ano, receber a eucaristia ao menos na Páscoa da ressurreição, jejuar e abster-se de carne conforme manda a Santa Mãe Igreja e ajudar a Igreja nas suas necessidades materiais), pois a Igreja é o Corpo de Cristo que Ele próprio deixou para nos guiar durante a nossa peregrinação aqui nesse mundo.

Partindo dessa definição, vamos agora diferenciar pecado grave de mortal. Pecado grave é todo aquele que fere gravemente a caridade, ou seja, que quebra totalmente nosso vínculo de amor com Deus. Existem três requisitos que precisam existir para que um pecado seja considerado mortal, que são:

  1. Haver matéria grave;
  2. Haver conhecimento de que tal ato seja pecado;
  3. Realizar o ato com total consentimento da vontade;

Basicamente, há matéria grave quando, ferindo um dos mandamentos acima, demonstra-se uma total falta de amor para com Deus ou para com o próximo. Um bom exemplo é o sentimento de ódio por alguém. Mesmo não ferindo fisicamente tal indivíduo, quem sente esse desejo já mata essa pessoa em seu coração e, por isso, peca contra o 5º mandamento (não matar). Se quem pratica esse ato o faz livremente, tendo plena consciência de que essa atitude constitui pecado, este se torna mortal.

Quando não há qualquer uma dessas características (matéria grave, pleno conhecimento e pleno consentimento), o pecado passa a ser venial. Esse tipo de pecado, apesar de ferir a caridade, não a elimina. Ela continua, pois, subsistindo, apesar do ato. Vale salientar que vários pecados veniais não constituem um pecado mortal, porém eles tornam a pessoa mais propícia a cometê-lo, pois quanto mais enfraquecida a caridade, mais fácil fica de destruí-la no coração.

O perdão dos pecados: a importância da confissão

É importante diferenciar um pecado mortal de um venial, por conta das consequências dos mesmos. Um pecado mortal afasta Confissaocompletamente a pessoa da graça de Deus, prejudicando, assim, a salvação da mesma. Tal pessoa, por não estar mais em estado de Graça, não pode comungar e a única forma de se obter o perdão é através do sacramento da penitência, mais conhecido como confissão. Já um pecado venial não separa a pessoa da Graça Santificante, podendo ser perdoado durante o ato penitencial da missa. É importante salientar que, em qualquer um dos casos, para que haja o perdão, é necessário haver verdadeiro arrependimento e um desejo de não mais cometer tal pecado. Se alguém procura confessar-se, mas tem plena consciência que não deixará de cometer determinado ato pecaminoso, o perdão não será concedido. O mesmo vale para o arrependimento.

Pode-se notar, com isso, a tamanha importância de bem confessar-se. Certos pecados só podem ser perdoados mediante esse sacramento e é por isso que precisamos leva-lo a sério. Apesar de o segundo mandamento da Igreja orientar os fiéis a uma confissão anual, esse mandamento é entendido simplesmente como o mínimo que uma pessoa deve fazer para se beneficiar, mesmo que um pouco, da Graça de Deus. Muitos padres aconselham se não semanal, pelo menos uma confissão mensal. Dessa forma é possível fortalecer cada vez mais a nossa relação com Deus.

Diante de tal explicação, muitos ainda podem achar um tanto difícil determinar se tal atitude é ou não pecaminosa, se o pecado é ou não mortal, se deve ou não recorrer ao sacramento da penitência. Nesse caso sugerimos aos leitores duas alternativas para auxiliá-los.

  1. Aconselhe-se com alguém confiável 

É sempre bom pedir conselhos, principalmente quando a dúvida é de difícil solução. O ideal, neste caso, é procurar um sacerdote, porém existem muitos leigos bem preparados e que podem ajudar a tirar certas dúvidas.

É bom, no entanto, ter um pouco de cuidado com quem se está buscando ajuda. Infelizmente há casos de padres e leigos que, levados por essa onda de relativismo que prega que a Igreja deve se abrir à modernidade, deixando para trás os conceitos e ensinamentos que, segundo eles, são “medievais” e “retrógrados”, aconselham mal aqueles que os procuram, falando coisas contrárias ao que ensina a Santa Igreja. Também pode ocorrer o caso de pessoas que, por não conhecerem a fundo a doutrina católica, acabam por dar maus conselhos. Deve-se, portanto, procurar saber quem é tal pessoa a qual se pede determinado conselho. Ela é católica praticante? Realmente conhece a respeito do que se fala? Para identificar tais casos, é importante, além de buscar conhecer bem a pessoa com quem se pretende aconselhar, estudar a respeito do que a doutrina fala nos documentos da Igreja.

  1. Procurar os documentos da Igreja 

No Catecismo da Igreja Católica podemos encontrar toda a doutrina da Igreja. O catecismo é o meio mais acessível para entender o que ela ensina. Além dele, vários são os documentos que ensinam a doutrina da católica, como o Código de Direito Canônico, as encíclicas papais, etc. O local mais fácil para se encontrar todos esses documentos gratuitamente é o site do Vaticano. Também recomendamos livros e/ou vídeos de autores conceituados, como o professor Felipe Aquino e o padre Paulo Ricardo. Tendo esse acervo em mãos, fica mais fácil entender o que ensina a Igreja e, assim, ter um melhor entendimento a respeito da moral católica e como ela influencia no nosso dia a dia. Com esse entendimento, fica mais fácil identificar quando alguém nos fala algo, digamos, estranho.

Concluindo… 

A melhor forma de lutar contra a dúvida é buscar conhecimento. Vamos procurar ler mais a Bíblia, tendo sempre em mente que a única Igreja capaz de interpretá-la de acordo com os ensinamentos de Cristo é a Igreja Católica por meio de seu Magistério. Busque ter um confessor único, confiável, que possua uma base verdadeiramente católica, além de amigos que tentam viver a doutrina da Igreja, pois assim sempre haverá meios de sanar eventuais dúvidas e construir uma consciência fiel aos ensinamentos de divinos.

Nascimento de Jesus

Fiquem com Deus e que Maria os guie pelo caminho que leva à Jesus!

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“ Por que isso está acontecendo comigo?”
Em vez de perguntar “Por quê?” se pergunte “para quê?”
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“Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação.” (Eclo 2:1-5)

Paciência, eis uma virtude que muitos de nós, cristãos, não conseguimos desenvolver, pelo menos não totalmente. Reclamamos com Deus pelo fato de que as coisas não acontecem do jeito que queremos ou na hora que desejamos. Queremos, em muitos casos, que tudo aconteça no nosso próprio tempo, e quando não acontece pensamos logo que Deus nos abandonou, ficamos bravos e viramos as costas para Ele, como que numa vingança por Ele ter “virado as costas para nós”. O engraçado é que nessa gana por querer que tudo seja do nosso jeito e no nosso tempo, nunca paramos para nos perguntar “será que era mesmo para ser agora?” ou “será que de fato eu preciso disso?”. Nunca paramos para refletir o exemplo que Nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou, quando, diante da suprema angústia, sabendo que morreria de uma morte violenta e torturante, em oração disse “Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a Tua seja feita” (São Lucas 22:42). Através dessa oração Jesus nos mostra qual deve ser o nosso agir diante do que Deus quer para nós. Mesmo com medo, a ponto de suar sangue, mesmo diante do desejo de não passar por aquela situação, Jesus foi obediente até o fim, pois sabia em Seu coração que todo aquele sofrimento O conduziria para a glória e traria a salvação para todos aqueles que Ele amava. Mesmo diante desse exemplo, teimamos em terminar a nossa própria oração no primeiro ponto de exclamação.

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Não se pode chegar ao objetivo sem antes concluir as etapas que o precedem; para todo destino a um caminho a ser percorrido e este caminho sempre passa por etapas tortuosas ou por um deserto escaldante. E é aí que, quando em nossos corações descrentes perdemos a esperança, paramos no meio do caminho e olhamos para trás, pensando que nunca deveríamos ter saído do conforto em que nos encontrávamos antes. Muitos de nós pensamos assim, e isso nos faz esquecer que devemos confiar em Deus, sofrer Suas demoras e olhar sempre para frente para perceber que, em determinado momento da caminhada, lá longe, na linha do horizonte, surge um oásis preparado por Ele especialmente para nós. Ora, Israel, o povo eleito de Deus, depois de ser liberto da escravidão precisou caminhar 40 anos no deserto para chegar à Terra Prometida; Jesus teve que ser flagelado, coroado com espinhos, precisou caminhar um caminho enorme com uma cruz pesadíssima nas costas, ter suas mãos e pés perfurados por cravos, ficar pendurado por três horas em uma cruz e ter Seu coração transpassado por uma lança para que pudesse ser glorificado e nos conceder a graça da salvação (sim, Ele sofreu tudo isso por nós e não por Ele próprio), enquanto que nós estamos aqui reclamando que sofremos demais e que Deus nos esquece.

Realmente há uma dúvida muito grande do porquê de Deus permitir que soframos, e essa pergunta não pode ser respondida por blog3nenhum homem. Só Deus sabe o motivo! Talvez toda essa dor nos amadureça, talvez ela nos fortaleça e nos prepare para a recompensa, quem sabe? O que devemos mesmo fazer é confiar que em nada Deus nos decepciona, basta que confiemos n’Ele, afinal “quem foi abandonado após ter perseverado em seus mandamentos? Quem é aquele cuja oração foi desprezada”? (Eclo 2:12)

Deixemos que Deus nos prove no fogo, tal qual o ouro, para que possamos brilhar e assim refletir a luz que vem de Cristo, Nosso Senhor e Salvador. Saibamos esperar o tempo de Deus, pois nenhuma espera é inútil, pois nosso Criador sempre prepara muitas lições para que aprendamos grandes e valiosas lições no caminho.

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“Fiquem com Deus e que Maria os guie pelo caminho que leva a Jesus”


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Ser católico é praticar! “Achar bonito” ou “apenas se identificar com algumas partes dessa religião” não é ser católico, é ser “simpatizante do catolicismo”

Muitas pessoas que se dizem católicas enxergam o catolicismo da seguinte forma: uma loja self-service na qual a pessoa entra, pega um livro em branco para anotações, intitulado de “Faça você mesmo o seu Catecismo” e começa a andar por ela observando as prateleiras, onde se encontram os mais variados produtos (conjuntos de textos que versam sobre normas de conduta e doutrinárias) dos quais se escolhe os que se quer e coloca-se no livrinho. Dessa forma, se pode ir, por exemplo, na seção “10 Mandamentos” e escolher os mandamentos que se quer, excluir os que não se quer, modificar o conceito de alguns (como, por exemplo, dizer que aborto e eutanásia não se incluem no “não matar”), alterar doutrinas e assim montar um catolicismo ao gosto do usuário. Veja que cômodo! E no final você ainda recebe uma cartilha intitulada “Como reinterpretar os documentos da Igreja”! No final das contas temos vários católicos, só que cada um a “seu jeito” e dessa forma surgem as mais variadas doutrinas que se dizem católicas, culminando no aparecimento do famigerado “católico não-praticante”.

Isso pode causar uma impressão boa, afinal é graças a essas pessoas que o catolicismo é a religião com o maior número de fieis no mundo, certo? ERRADO! Esse tipo de atitude acaba manchando a imagem daqueles verdadeiros católicos que lutam para levar uma vida virtuosa, alicerçada sobre a verdadeira moral ensinada por Deus, através dos escritos seu povo e das palavras do Filho do Homem, Cristo Jesus. É por conta desse tipo de pensamento que o catolicismo é criticado por várias denominações, cristãs ou não, como a religião do “tudo pode”, do “Cristo light”, que é amor puro e que salva todo mundo sem restrições, esquecendo que Deus, além de amor é também justiça, que dá a cada um aquilo que merece de acordo com seus atos! E o pior de tudo é que essas pessoas e grupos que levam indignamente o nome de católicos (Teologia da Libertação, Católicas pelo Direito de Decidir, etc.) acabam criando rupturas dentro da Igreja. Arrastam uma multidão de fieis com suas ideologias estranhas ao Evangelho, criticando aqueles que buscam viver os ensinamentos de Cristo na sua forma mais pura e verdadeira. O próprio Papa, a quem esses tais fieis no mínimo deveriam respeitar, é criticado severamente, tudo isso por procurar preservar a Doutrina e a Tradição transmitida pelos apóstolos e primeiros cristãos durante os séculos até os dias de hoje e que são reflexo de um Deus imutável e, portanto, devem permanecer da mesma forma: imutáveis!

SER CATÓLICO É SER PRATICANTE

Sou católico vivo a minha fé

É muito comum ouvir pessoas se auto-proclamando como “católicos não-praticantes”, mas aqui cabe a pergunta: o que é ser um católico não-praticante? Essa questão não é difícil de responder, pois muitos de nós já passamos por uma fase assim. Católico não-praticante é aquele que diz seguir o catolicismo, não por viver a fé da Igreja, mas simplesmente porque acha a religião bonitinha, porque foi batizado, porque a família é católica, ou até mesmo pra não dizer que não tem religião, porém dificilmente, ou mesmo nunca, vemos essas pessoas freqüentando as atividades eclesiásticas, principalmente as missas. Em alguns casos até vemos, mas se analisarmos bem as crenças individuais de cada um, perceberemos que fazem parte do grupo dos católicos que visitaram a loja self-service citada no início do texto e que montam sua própria versão da Doutrina Católica. E aqui cabe mais uma pergunta, dessa vez um pouco mais complicada, e também bem mais polêmica: isso é realmente ser católico?

Toda a crença, seja ela qual for, possui um corpo de normas que guiam todos aqueles que aderem a ela. Quando imaginamos um judeu ortodoxo, por exemplo, automaticamente pensamos em alguém que não come carne de porco, que guarda os sábados e que não crê que Jesus é o Messias, dentre outras regras que regem a religião judaica. Caso haja algum grupo de judeus que tenha alguma regra ou crença diferente do grupo descrito acima, a primeira coisa que este faz é se diferenciar, determinando quais as normas e crenças que irão seguir, dando vida, assim, a um novo “clã” (um exemplo são os judeus messiânicos, que crêem que Jesus é realmente o messias, mas continuam vivendo de acordo com os costumes judaicos). Veja que, neste caso, temos dois grupos diferentes que professam dois credos diferentes, mas que, independente disso, continuam PRATICANDO SUA FÉ que é guiada por um corpo de normas que DEVE SER SEGUIDO. Da mesma forma, existem os Católicos Apostólicos Romanos, que seguem o papa, e os Católicos Ortodoxos, que não o seguem. Cada um deles tem seu próprio corpo de normas que DEVEM SER SEGUIDAS POR TODOS OS FIEIS das respectivas religiões, de modo que UM NÃO SE CONFUNDE COM O OUTRO!! Não é isso que vemos nos ditos “católicos” não-praticantes.

Diz o Catecismo da Igreja Católica:

 “O Magistério da Igreja faz pleno uso da autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando propõe, dum modo que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, verdades contidas na Revelação divina ou quando propõe, de modo definitivo, verdades que tenham com elas um nexo necessário” (CIC 88)

Em outras palavras, o Magistério da Igreja Católica* é dotado de infalibilidade quando trata de matérias de fé e moral, o que implica na aceitação incondicional dos dogmas e ensinamentos proclamados por ela por todos os católicos. Essa é uma regra fundamental da Igreja de Cristo, a qual todos aqueles que querem verdadeiramente praticar o catolicismo devem seguir, o que de fato se espera de qualquer fiel de qualquer religião: que ele siga o que a sua religião ensina. Mas o que ocorre com os “católicos não-praticantes” é que, apesar de se afirmarem como Católicos Apostólicos Romanos, simplesmente ignoram este ensinamento e qualquer outro que não seja de seu agrado!

Há muitos no mundo que se dizem católicos, mas que não concordam com os ensinamentos do Papa e do Magistério; outros se dizem católicos, mas são a favor do aborto e da eutanásia, práticas agressivamente condenadas pela Igreja (e que atentam contra a vida e, portanto, contra o quinto mandamento: não matar); os que se dizem católicos, mas aderem a teologias de cunho “libertário” que se misturam ao marxismo, ideologia materialista e atéia; os que se dizem católicos, mas negam a autoridade e a hierarquia da Igreja, não crêem na Eucaristia e/ou desacreditam dos milagres de Jesus e de qualquer milagre; os que se dizem católicos, mas muitas vezes nem sequer pisam numa Igreja, entregando-se de corpo e alma a prazeres carnais e mundanos! Tudo isso acaba criando uma confusão extrema na cabeça daqueles que estão “do lado de lá”, passando a ideia de que para os católicos tudo é permitido!

Entretanto ser católico não significa que nós não podemos as vezes ter dúvidas sobre os dogmas e buscar explicações claras que os atestem como verdadeiros, pois é justamente a partir de dúvidas bem elucidadas que a Verdade de Deus nos é revelada. Essas dúvidas, assim, são transformadas em certezas e fortalecem ainda mais a nossa fé. Porém só uma busca em fontes confiáveis e com a sincera intenção de conhecer a Verdade é que pode responder a esses possíveis questionamentos de forma satisfatória. Uma resposta que só é possível de se encontrar em Nosso Senhor Jesus Cristo, que encarregou a Sua Igreja, a Igreja Católica, de transmitir essa Verdade revelada por Deus. No final das contas, as pesquisas e respostas que um católico sincero venha a buscar sempre vão acabar o conduzindo à aceitação dos ensinamentos da Igreja.

O problema, porém, é que é cada vez mais comum que ao invés de buscar a Verdade Absoluta, as pessoas procurem criar suas próprias verdades que sejam compatíveis ao estilo de vida que querem ter, transformando o absoluto em relativo, revertendo a ordem natural das coisas, transformando a religião (que deveria ser o meio pelo qual Deus se revela ao ser humano, criado a Sua imagem e semelhança) em um meio de moldar um deus que seja a imagem e semelhança do homem. Dessa forma, não é Deus que é adorado e glorificado, mas o próprio ser humano.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

santissimo

Levando em consideração o que foi dito aqui, a resposta para a pergunta “ser católico não-praticante é realmente ser católico?” é um categórico não! Lógico que com isso não se quer dizer que essas pessoas devem ser proibidas de pisar numa igreja e ser expulsas de todo o convívio eclesiástico. Deve-se deixar que elas mergulhem cada vez mais na vida da Igreja, mas sempre com o intuito de assim facilitar o acesso ao conhecimento da Verdade, pois esse é o nosso trabalho enquanto servos de Deus: levar a Verdade ao mundo, pois Ela é capaz de libertar (cf. São João 8,32).

Ser católico (o que automaticamente implica ser praticante) tampouco significa ser perfeito, entender tudo, saber de todas as coisas e ter a bíblia inteira na ponta da língua. Porém, praticar sua religião é buscar essa perfeição todos os dias (buscar estar o mais próximo à santidade), buscar conhecimento sobre Deus e a sua própria igreja. Buscar corrigir os erros, melhorar nos pontos de fraqueza, tentar todos os dias se livrar daqueles pecados que mais nos custam e nunca deixar de lutar. “Não há outra questão, quando se é cristão não se para de lutar!” (trecho da música “Viver pra mim é Cristo”).

O intuito nesse texto não é de criar mais divisões e atacar pessoas, mas apenas demonstrar o erro que permeia o pensamento moderno a respeito do que é sagrado e levar as pessoas que possuem pensamentos semelhantes aos expostos aqui a refletir mais a respeito do que pensam e sobre a forma que agem. O objetivo aqui é desmascarar ideologias e não atacar pessoas. Reconhecemos que, independente do que foi dito, muitas pessoas continuarão não querendo se sujeitar às regras do catolicismo, e isso é algo natural, afinal todos são livres para pensar o que quiserem, mas para essas pessoas fica aqui um sincero conselho: é lícito gostar do catolicismo e simpatizar com ele, nisso não há problema algum, porém isso não é ser católico. Sejam honestos consigo mesmos e não se auto-proclamem católicos sem que de fato o sejam.

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Fiquem com Deus e que Maria os guie pelo caminho que leva a Jesus!

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* Magistério deriva da do latim “Magister”, que significa “mestre/professor”. O Magistério da Igreja Católica é o organismo responsável por levar aos fieis os ensinamentos e doutrinas legítimas do cristianismo, sendo representado pelo grupo dos Bispos em união com o papa, que são os sucessores legítimos dos apóstolos, sendo aqueles responsáveis por transmitir através dos séculos os ensinamentos destes, que por sua vez os receberam do próprio Cristo.


Queremos alertar os leitores sobre algumas coisas que notamos durante a nossa caminhada e que estão se espalhando tão rápido quanto fogo em palha seca: as armadilhas que estão sendo armadas por aí e que estão pegando muitos de nossos irmãos. Todo o problema mora no fato de que algumas pessoas estão se utilizando do nome “católicos” por aí afora, principalmente na internet, e pregando doutrinas completamente contrárias às Doutrinas que a Santa Igreja prega. Alguns exemplos desses inimigos de nossa fé são:

Católicas Direito de Decidir (CDD): Grupo fundado em 1970 nos Estados Unidos para protestar contra a Igreja Católica, que se declarou contrária a uma lei abortista em Nova York, que circula com força total na internet, em especial no Facebook e, apesar de utilizar o nome “católicas”, faz apologia a doutrinas como o aborto e a união de pessoas do mesmo sexo. Católicos de verdade não pregam tais coisas e esse grupo está manchando a nossa imagem;

Igreja Católica Carismática: não confunda essa igreja com a Renovação Carismática Católica (RCC), pois não são a mesma coisa. Essa seita, apesar de se dizer fiel aos ensinamentos do Papa e as Sagrada Tradição, causa, através dos artigos que são publicados em seu site, uma confusão doutrinária imensa! Alguns artigos são fielmente contra o celibato, chegando a dizer que isso é coisa do demônio, outros são a favor da prática e existem, ainda, artigos que aprovam a comunicação com os mortos (não oração aos mortos, que é totalmente diferente, mas a comunicação tipo conversa mesmo! Estão pregando o espiritismo dentro de um site que se diz Católico!);

Teologia da Libertação: Implantada no Brasil por Leonardo Boff, essa ideologia prega um Deus completamente relativo, ou seja, ao invés da humanidade se adequar a Deus, Deus é que se adéqua a humanidade. Deus deixa de ser transcendental para ser um mero agente histórico. Trocando em miúdos, se a sociedade muda seus ideais, Deus também muda com a sociedade. Deus é imutável, justamente por ser perfeito! Existe lógica em querer mudar o que é perfeito? Existe, se for uma mudança para pior! Deus não é um ser relativo, Ele é absoluto! Ele é a fonte da Verdade e a Verdade é uma só, e a Verdade não muda! Nós é que temos que segui-lO e não o contrário. Além disso esse pessoal diz que nenhum dos milagres de Jesus foram reais, é tudo simbologia! Jesus é um simples homem histórico! E por que os católicos precisam se preocupar com isso? Pelo fato de que esse movimento se infiltrou na Igreja Católica e muitas pessoas, inclusive padres, seguem essa ideologia! Lembrem-se de que a Teologia da Libertação foi declarada heresia pela Santa Igreja. Ela é o marxismo (socialismo/comunismo) infiltrado na Igreja. Cuidado para não se influenciar!

Esses são só alguns exemplos, mas provavelmente existem mais espalhados por aí, principalmente na internet, então fiquem ligados. Alguém pode estar se perguntando como fazer para identificar essas armadilhas. As dicas que damos são:

  1. Procure informações com outras pessoas. Existem companheiros de caminhada que conhecem bastante a respeito de sites e movimentos que são ruins para a nossa fé e é sempre bom trocar esse tipo de informação;
  2. Estudem a Doutrina Católica Apostólica Romana! Conhecendo os ensinamentos da Igreja fica fácil identificar quando algum site ensinar algo que é contrário a fé.

Sem mais no momento, nos despedimos.

Fiquem com Deus e que Maria os guie pelo caminho que leva a Jesus!


Em muitas ocasiões nós, católicos, somos pegos de surpresa por questionamentos que quase sempre nos tiram o sono. Muitos destes questionamentos vêm repletos de argumentos científicos, lógicos e “racionais” para tentar nos convencer de que o que pregamos é errado e que a resposta para tudo pode ser encontrada na ciência, filosofia, antropologia, sociologia, etc. Se dermos ouvido a esses questionamentos corremos o risco de fazer com que Deus e todos os Seus ensinamentos sejam simplesmente jogados no lixo em troca de uma doutrina meramente humana.

Por outro lado, não precisamos apenas ceder ou calar diante desses questionamentos e dúvidas. Muito pelo contrário! Dúvidas existem para serem respondidas. É necessário pesquisar, aprender e obter respostas.

Na maioria das vezes, quando não são os cientistas céticos, são nossos irmãos separados que tentam implantar esses pensamentos nas nossas cabeças. De maneira sutil ou mesmo bruta, eles chegam com suas “incríveis” interpretações bíblicas que negam tudo aquilo que nós acreditamos, transformando a Bíblia em um livro auto-suficiente de fácil interpretação tal como um livro de histórias qualquer.

O pior de tudo é quando vemos nossos irmãos de caminhada cedendo a esses argumentos mirabolantes para se juntar a uma seita que não tem mais que quinhentos anos de história ou, o que é pior, abandonando completamente a fé, tornando-se ateus.

Mas por que isso ocorre? A resposta é simples: muitos desses irmãos que simplesmente cedem aos questionamentos não têm um conhecimento profundo de nossas Doutrinas e não procuram entender o porquê de a Santa Igreja pregar esse ou aquele ensinamento, não por falta de interesse, mas porque acabam buscando informações em fontes que não são as mais apropriadas.

Nada de se esconder atrás das dúvidas, combinado?!

É por isso que queremos começar este blog inaugurando nossas postagens com a indicação de alguns dos locais mais adequados para que possamos tirar nossas dúvidas a respeito de Deus, da Santa Igreja Católica e dos seus princípios, conceitos e dogmas. Locais que podemos considerar como confiáveis, onde seus autores não apenas se utilizam da fé, mas também apresentam motivos racionais e comprovações científicas para acreditarmos em Deus!

Bom, então aí vai:

Como nós católicos também somos cristãos e seguimos o Evangelho, a primeira fonte que devemos ter em mente é a BÍBLIA! Todo católico precisa ler a Bíblia, pois ela nos conta toda a história do povo de Deus, a relação desse povo com o Nosso Senhor, transmitindo, através de textos com os mais variados estilos literários, grande parte dos ensinamentos necessários para que possamos seguir a nossa caminhada. Mas por que eu estou falando em grande parte? Quer dizer que a Bíblia não possui todo o ensinamento de Deus? Vamos deixar que as próprias Sagradas Escrituras respondam a essa pergunta:

      “Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro” (São João 20:30)

      “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever” (São João 21:25)

      “Apesar de ter mais coisas que vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta, mas espero estar entre vós e conversar de viva voz, para que a vossa alegria seja perfeita” (II João 1:12)

      “Tinha muitas coisas para te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero ir ver-te em breve e então falaremos de viva voz” (III João 1:14-15)

Como é fácil de notar acima, nem tudo foi escrito nas Sagradas Escrituras, mas parte dos ensinamentos foi transmitido de viva voz. É aí que vocês podem se perguntar “então como vamos saber os demais ensinamentos?”. É aí que entra a SAGRADA TRADIÇÃO, que engloba todos os ensinamentos e costumes que não foram escritos nos textos sagrados, mas que foram transmitidos durante os séculos de forma regular e confiável pelos apóstolos e seus sucessores até os dias de hoje.

Se fizermos uma análise mais crítica veremos que a Bíblia é fruto da Sagrada Tradição, pois o que serviu de base para determinar quais livros eram fiéis à história do povo de Deus foi a tradição apostólica. O próprio São Paulo, em sua segunda carta aos Tessalonicenses, capítulo 2, versículo 15, defende a Tradição ao dizer “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa”.

Por último e não menos importante temos o chamado MAGISTÉRIO DA IGREJA CATÓLICA, que representa a missão e a responsabilidade dada por Jesus aos apóstolos de ensinar o Evangelho a toda criatura (São Marcos 16:15). Essa missão é confirmada quando São Pedro diz “Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem” (Atos dos Apóstolos 15:7).

Aí você pergunta “onde eu encontro os ensinamentos do Magistério?” e nós respondemos “No Catecismo da Igreja Católica”. Lá você encontrará os ensinamentos a respeito de toda a nossa doutrina! Além dele, podemos citar os Concílios, que representam as reuniões realizadas entre todas as autoridades eclesiais com o intuito de decidir sobre questões que envolvem a fé e moral, resultando em documentos doutrinários e dignos de obediência, as Encíclicas Papais, que são cartas escritas pelo Papa com o intuito de reforçar doutrinas da Igreja, o Código de Direito Canônico, que é o conjunto de leis que disciplinam a vida do cristão e dos sacerdotes da Igreja, definindo inclusive os casos dignos de punição e as penas para os fiéis que transgridem alguma lei, como, por exemplo, quais os casos que resultam em excomunhão, entre outros documentos, todos com o mesmo intuito: ensinar a Doutrina que Cristo passou para os apóstolos e que estes ficaram de nos ensinar.

Portanto, para que um ensinamento esteja de acordo com o que a Santa Igreja aceita, ele deve passar pelo crivo dessas três fontes: Sagradas Escrituras, Sagrada Tradição e Magistério.

Para finalizar, listamos abaixo alguns sites que garantimos que são confiáveis, pois são mantidos por pessoas ou organizações seguidoras da Igreja Católica Apostólica Romana e estão de acordo com o corpo doutrinário desta igreja:

Veritatis Splendor: www.veritatis.com.br (O site tem por fundador o professor Alessandro Lima, ex-protestante que, ao se converter, tornou-se um estudioso e um dos maiores defensores da fé católica do Brasil. O mesmo também é autor de livros e diversos artigos a respeito da nossa Igreja)

Christo Nihil Praeponere: padrepauloricardo.org (Padre Paulo Ricardo faz parte da arquidiocese de Cuiabá e é um grande defensor da nossa Doutrina. Possui dois programas na web que são postados semanalmente em seu site, o “Resposta Católica”, onde responde perguntas de seus alunos seminaristas, e o “Parresía”, onde o padre leva a cada programa um tema diferente para ser discutido. Ele também é um convidado de honra do canal Canção Nova, fazendo participações em programas, como por exemplo o “Escola da Fé”, apresentado pelo professor Felipe Aquino)

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): www.cnbb.org.br

Bíblia Católica Online: www.bibliacatolica.com.br (Site onde você encontra várias versões da Bíblia católica, além de possuir uma seção exclusiva que conta de forma resumida a história da Igreja Católica. Lá você também terá a disposição um link para o blog mantido pelo site com diversos artigos que ensinam a nossa Doutrina)

A Santa Sé: www.vatican.va (Site oficial do Vaticano. Ele possui uma versão em português)

Santaigreja (Portal e canal no Youtube): santaigreja.com , www.youtube.com/santaigreja (portal com diversos vídeos ensinando sobre os mais variados temas relacionados com a nossa fé)

Tudo o que for publicado aqui terá como base textos que se enquadrem nos requisitos descritos acima.

Esses são apenas alguns exemplos de sites na internet que podem ser pesquisados, porém existem muitos outros à nossa disposição. Porém devemos sempre tomar cuidado ao encontrar uma nova fonte, pois muitos grupos que se denominam católicos na verdade pregam doutrinas condenadas como heresias pela Igreja e que devem ser evitados. Por isso sempre procure informações de pessoas que você confie a respeito do que você está lendo para não cair nas mais diversas armadilhas que estão espalhadas pela internet.

Fiquem com Deus e que Maria os guie pelo caminho que leva a Jesus!


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Inicialmente, temos apenas perguntas. Em breve, respostas.



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