IGNOTI NULLA CUPIDO – "Ninguém ama o que não conhece". (Ovídio – poeta romano)

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DEFINIÇÃO DE PECADO

“Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade” (I João 1:8-9)

Graças ao pecado original Adão e Eva perderam a graça santificante de Deus e todos os demais dons com os quais foram presenteados por Deus na criação. A graça foi restituída através do sacrifício de Jesus, porém ainda há uma seqüela no coração dos homens e das mulheres que distorce a razão e os faz tender sempre ao pecado. E o que é pecado? O Catecismo da Igreja Católica traz as seguintes definições:

“O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a reta consciência. É uma falha contra o verdadeiro amor para com Deus e para com o próximo, por causa dum apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. Foi definido como «uma palavra, um ato ou um desejo contrários à Lei eterna»” (CIC 1849)

“O pecado é contrário ao amor que Deus nos tem e afasta d’Ele os nossos corações. É, como o primeiro pecado, uma desobediência, uma revolta contra Deus, pela vontade de os homens se tornarem «como deuses», conhecendo e determinando o que é bem e o que é mal” (CIC 1850)

Santo Agostinho definiu o pecado como “o amor de si próprio levado até o desprezo de Deus” (De civitate Dei)

O pecado é uma falta contra Deus, é algo que nos afasta d’Ele e de Seu amor. Todo o pecado origina-se no interior do coração do homem e é um ato pessoal de cada indivíduo, como deixou bem claro Jesus Cristo ao dizer:

“Não compreendeis que tudo o que entra pela boca vai ao ventre e depois é lançado num lugar secreto? Ao contrário, aquilo que sai da boca provém do coração, e é isso que mancha o homem. Porque é do coração que provém os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias” (São Mateus 15: 17-19)

Apesar disso, também é do coração que provém a caridade, que tem por frutos as boas e puras obras (cf. CIC 1853).

GRAVIDADE DOS PECADOS

“Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não o conduza à morte, reze, e Deus lhe dará a vida; isto para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para a morte; não digo que se reze por este. Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte” (I João 5:16-17)

O pecado é dividido em mortal ou grave e venial ou leve. A respeito disso diz o Catecismo:

“O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave à Lei de Deus. Desvia o homem de Deus, que é o seu último fim, a sua bem-aventurança, preferindo-Lhe um bem inferior. O pecado venial deixa subsistir a caridade, embora ofendendo-a e ferindo-a” (CIC 1855)

PECADO MORTAL

Condições para um pecado ser mortal

As três condições que determinam se um pecado é mortal são:

  • Matéria grave;
  • Pleno conhecimento; e
  • Pleno consentimento.

A matéria grave reflete uma falta grave contra a lei eterna de Deus, ou seja, os dez mandamentos. Quando alguém pega de um colega uma moeda de dez centavos sem ele saber e esse valor é irrisório para o que foi lesado, há aí matéria leve. Se, no entanto, pega-se dessa mesma pessoa, sem que ela saiba, uma nota de cem reais e esse era todo o dinheiro que ele tinha, a matéria passa a ser grave.

As demais qualidades que caracterizam um pecado mortal ou grave (pleno conhecimento e pleno consentimento) constituem o que se chama de “ato humano”. O ato humano é o agir humano sobre o qual o agente tem total controle, ou seja, ele tem conhecimento de causa sobre o que está fazendo e o faz com total liberdade.

Para um pecado ser mortal ele deve ter as três características descritas acima ao mesmo tempo. Se faltar uma delas, o pecado deixa de ser mortal e passa a ser venial.

A gravidade de um pecado pode ser maior ou menor, dependendo da falta cometida (cf. CIC 1858). Essa gravidade impacta na pena que se deve cumprir, seja aqui ou no purgatório, antes de entrarmos na glória de Deus. O Catecismo da Igreja Católica diz a respeito do pecado mortal:

“O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, torna necessária uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração que normalmente se realiza no quadro do sacramento da Reconciliação” (CIC 1856)

São Tomás de Aquino disse a esse respeito:

“Quando […] a vontade se deixa atrair por uma coisa de si contrária à caridade, pela qual somos ordenados para o nosso fim último, o pecado, pelo seu próprio objeto, deve considerar-se mortal […], quer seja contra o amor de Deus (como a blasfêmia, o perjúrio, etc.), quer contra o amor do próximo (como o homicídio, o adultério, etc.) […] Em contrapartida, quando a vontade do pecador por vezes se deixa levar para uma coisa que em si é desordenada, não sendo todavia contrária ao amor de Deus e do próximo (como uma palavra ociosa, um risco supérfluo, etc.), tais pecados são veniais” (São Tomás de Aquino, Summa theologiae)

Diminuição da culpabilidade de um pecado

O pecado, para ser considerado mortal, deve partir da liberdade do homem de querer fazê-lo e ele deve conhecer plenamente aquilo que faz (ato humano). Se há algo que de alguma forma elimina essa liberdade, a gravidade desse pecado pode ser reduzida.

Diminuem a gravidade de um pecado:

  • Ignorância involuntária, ou seja, a ignorância que é impossível de ser sanada nas circunstâncias em que a pessoa se encontra (devemos, no entanto, levar em conta a lei moral que está impressa no coração de cada um). Se essa pessoa encontra-se em um estado de ignorância, mas está assim por sua própria vontade e não tem a intenção de sair dele, seja por preguiça ou para não ser obrigado a cumprir a lei moral, então esta pessoa assume toda a culpa pelo ato cometido;
  • Impulsos da sensibilidade, ou seja, o momento em que determinado sentimento, como inveja ou raiva, aflora involuntariamente em nossos corações por causa de algum acontecimento. Se esse sentimento, no entanto, é alimentado voluntariamente por quem o sente, não há, pois, diminuição da culpa;
  • Paixões desordenadas (neste caso o sacerdote dirá se este caso se aplica a situação vivenciada);
  • Pressões externas, como torturas físicas ou psicológicas; e
  • Perturbações patológicas.

Deve-se, porém, tomar cuidado com esses casos de diminuição da culpabilidade de um pecado, pois fala-se aqui em possibilidades. Ninguém deve se basear neles para, arbitrariamente, julgar se um pecado cometido tem sua culpa reduzida. Aconselha-se que todos se confessem sempre que possível e deixem que o confessor julgue cada caso de acordo com o exposto.

Devemos lembrar também que, mesmo podendo nós julgar se uma falta é grave, devemos confiar o julgamento das pessoas à justiça e à misericórdia de Deus (cf. CIC 1861)

PECADO VENIAL

Diz o Catecismo a esse respeito:

O pecado venial enfraquece a caridade, traduz um afeto desordenado aos bens criados, impede o progresso da pessoa no exercício das virtudes e na prática do bem moral; e merece penas temporais. O pecado venial deliberado e não seguido de arrependimento, dispõe, a pouco e pouco, para cometer o pecado mortal. No entanto, o pecado venial não quebra a aliança com Deus e é humanamente reparável com a graça de Deus. «Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade, nem, portanto, da bem-aventurança eterna»” (CIC 1863)

Santo Agostinho fala sobre o mesmo assunto:

“Enquanto vive na carne, o homem não é capaz de evitar totalmente o pecado, pelo menos os pecados leves. Mas estes pecados, que chamamos leves, não os tenhas por insignificantes. Se os tens por insignificantes quando os pesas, treme quando os contas. Muitos objetos leves fazem uma massa pesada; muitas gotas de água enchem um rio; muitos grãos fazem um monte. Onde, então, está a nossa esperança? Antes de mais, na confissão…” (Santo Agostinho, In epistulam Iohannis Parthos tractatus)

O pecado venial fere a caridade, mas não a destrói no coração. Uma grande quantidade de pecados veniais não se tornam um pecado mortal, porém, por enfraquecer a caridade, tornam as pessoas mais vulneráveis a cometer um pecado mortal, portanto deve-se evitar ao máximo qualquer ocasião de pecado, mesmo que seja impossível ao homem nunca cometer pecados.

OUTRAS FORMAS DE PECADO

Blasfêmia contra o Espírito Santo: o único pecado que não tem perdão (cf. São Mateus 12:31)

  • quem recusa deliberadamente receber a misericórdia de Deus, pelo arrependimento, rejeita o perdão dos seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo” (CIC 1864)

Segundo o Catecismo Maior de São Pio X, os pecados contra o Espírito Santo são seis:

  • Desesperar da salvação (perder as esperanças de que será salvo);
  • Presunção de salvação (considerar-se perfeito e já salvo por conta do que já fez. Este pecado resulta da falta de humildade);
  • Negar a verdade conhecida como tal pelo Magistério da Santa Igreja (não aceitar as verdades (dogmas) de fé, mesmo após exaustiva explanação a respeito dos mesmos);
  • Inveja da graça que deus dá aos outros (com isso a pessoa se volta contra a vontade divina e não exercita o amor ao próximo ensinado por Cristo);
  • A obstinação no pecado (Vontade firme de permanecer no erro mesmo após a ação de convencimento do Espírito Santo); e
  • Impenitência final (resultado de uma vida inteira de rejeição a Deus, que faz o indivíduo permanecer no erro até o final, não aproximando-se de Deus mesmo na hora da morte)

Pecados que bradam os céus, que por sua gravidade e malícia clamam a punição de Deus contra quem os comete

  • Homicídio Voluntário;
  • Pecado sensual contra a natureza;
  • Oprimir os pobres, órfãos e viúvas; e
  • Negar o justo salário aos que trabalham.

Pecados Capitais, vícios que são geradores de outros pecados ou vícios

  • A soberba;
  • A avareza;
  • A inveja;
  • A ira;
  • A luxúria;
  • A gula; e
  • A preguiça

O pecado é pessoal, mas somos culpados pelos pecados dos outros quando neles cooperamos (cf. CIC 1868).

CONVERSÃO E ARREPENDIMENTO

Como afirma São Paulo: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rm 5, 20). Mas para realizar a sua obra, a graça tem de pôr a descoberto o pecado, para converter o nosso coração e nos obter «a justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor» (Rm 5, 21). Como um médico que examina a chaga antes de lhe aplicar o penso, Deus, pela sua Palavra e pelo seu Espírito, projeta uma luz viva sobre o pecado” (CIC 1848)

Em outras palavras, é necessário que a graça de Deus, derramada em nós por meio do Espírito Santo, primeiramente abra os nossos olhos para que possamos enxergar claramente os nossos pecados. Somente dessa forma nós teremos condições de assumir que erramos e nos arrepender verdadeiramente.

“A conversão requer o reconhecimento do pecado. Contém em si mesma o juízo interior da consciência. Pode ver-se nela a prova da acção do Espírito de verdade no mais íntimo do homem. Torna-se, ao mesmo tempo, o princípio dum novo dom da graça e do amor: “Recebei o Espírito Santo”. Assim, neste “convencer quanto ao pecado”. descobrimos um duplo dom: o dom da verdade da consciência e o dom da certeza da redenção. O Espírito da verdade é o Consolador” (João Paulo II, Enc. Dominum et vivificantem)

Fiquem com Deus e que Maria os guie pelo caminho que leva a Jesus!

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O POVO DE DEUS NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO

A imagem do Povo de Deus ganhou maior destaque a partir do Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática Lumen Gentium, trazendo a tona uma imagem bíblia a respeito da Igreja de Cristo. O termo “Povo de Deus” não é tão presente nos textos das Sagradas Escrituras, porém a palavra “Povo” aparece inúmeras vezes tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Ao analisarmos a tradução grega, vemos que os tradutores utilizaram o termo “laós” para designar Israel enquanto utilizaram o termo “éthne” quando se referiam aos povos pagãos. Esta mesma diferenciação entre Israel e os povos pagãos encontra-se na tradução hebraica do Antigo Testamento, pois usam o termo “am” para referir-se a Israel e “gojîm” para os povos pagãos. Algumas considerações devem ser feitas:

  1. Os escritores procuraram diferenciar o conceito de povo aplicado a Israel do que era aplicado aos pagãos, principalmente no que diz respeito à relação do povo com Deus;
  2. O termo “am” indica parentesco, ligação tribal por parte de pai. Exprime a comunhão de vida e de destino de um mesmo povo. Daí era normal que compatriotas se chamassem de irmãos, pois eram todos filhos do mesmo pai;
  3. Havia uma comunhão do povo em torno de um centro divino;
  4. Essa união dizia respeito a duas grandezas: filiação divina e fraternidade, ambas características do Reino de Deus.

Há, pois, uma ligação entre o Povo de Deus do Antigo Testamento e o povo da Nova Aliança do Novo Testamento. Essa ligação é demonstrada pelos seguintes fatos: (1) sempre que se fala no “Povo de Deus” da Nova Aliança, são usadas passagens do Antigo Testamento e (2) sempre é usado o termo “laós” para se referir ao povo neotestamentário. A Igreja do Novo Testamento é vista como o cumprimento das promessas feitas à Israel no Antigo Testamento,  novo “Povo de Deus”: a Nova Aliança, instituída por Jesus Cristo, é o novo Povo de Deus (cf. LG 9).

CARACTERÍSTICAS DA IGREJA DA NOVA ALIANÇA

A Nova Aliança possui três características:

  1. O enraizamento da Igreja no Antigo Testamento;
  2. A novidade radical em Jesus Cristo; e
  3. A sua abertura para todas as pessoas, tanto judeus quanto gentios.

Esse novo povo passa a ter novas formas de celebração que evoluíram com o tempo, o que levou gradualmente a uma total separação dos judeus por parte desse grupo liderado pelos Apóstolos. Houve uma mudança na formação do povo cristão e essa mudança passou por etapas, que são:

  1. Igreja formada só por judeus;
  2. Igreja formada por judeus e gentios; e
  3. Igreja formada só por gentios.

Nota-se que não havia distinção entre judeu ou pagão. Só não eram aceitos como membros da comunidade aqueles que expressamente não queriam fazer parte dela. Este Povo passou a representar todas as nações, pois foi tirado de dentro delas e estava aberto a todas elas.

O DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA DE IGREJA COMO “POVO DE DEUS”

Os primeiro padres da Igreja não faziam conexão entre o Povo de Deus da Nova Aliança com o Antigo Testamento, apesar das evidências bíblicas:

  1. Os judeus, tal qual Esaú, teriam perdido o direito de primogenitura;
  2. Os justos do Antigo Testamento eram vistos como pré-cristãos, que se salvaram mediante a sua fé e não por meio de Israel, que passa a ser visto como povo rejeitado; e
  3. Santo Agostinho disse que houve a passagem do povo histórico para o povo espiritual, ignorando qualquer ligação que existisse entre os cristão e o povo veterotestamentário.

Houve com o tempo a mudança do conceito de “Povo de Deus” para o âmbito jurídico-romano, englobando todos aqueles que faziam parte do Império Romano. Houve nessa época um desenvolvimento hierárquico na Igreja, formando-se uma visão do povo como leigo frente aos bispos. A visão de Igreja de Cristo como continuidade histórica do povo do Antigo Testamento foi aos poucos se perdendo. Não se conseguia mais enxergar o Novo Testamento como continuidade do Antigo. Essa visão começou a ser revivida a partir do século XIX, com o desenvolvimento da visão de Igreja como Corpo Místico de Cristo.

Foi então que, após a Primeira Guerra Mundial, a Igreja passou a ser vista como rocha de Salvação. Houve a redescoberta da figura de Igreja como Povo de Deus a partir do surgimento da nova visão do sacerdócio universal dos batizados. Dessa forma antes de serem bispos ou leigos, todos estão unidos pelo Batismo formando um único povo onde seus membros são todos filhos adotivos de Deus. Newman fala da união dos cristãos com Cristo, que os leva a ter forças para conservar a reta doutrina. Passa-se a criticar a imagem da Igreja como Corpo Místico de Cristo e a vê-la como Povo de Deus (elemento histórico-salvífico). Nesse período a teologia protestante passa a desenvolver seu conceito de Povo de Deus e fala de uma Igreja histórica visível na qual está presente uma Igreja invisível como Reino de Deus no Reino de Cristo.

Toda essa alteração na visão de Igreja confirma o caráter de mistério da mesma. Não há como se ter uma definição lógica para ela. A visão de Igreja como Povo de Deus é apenas uma das várias interpretações existentes, exprimindo um caráter histórico, uma ligação entre Igreja da Antiga e da Nova Aliança.

CARÁTER ESCATOLÓGICO DO POVO DE DEUS

A Igreja é a consumação final da aliança com o Povo de Deus, enquanto sacramento universal de salvação. Ela realiza um importante papel no desenvolvimento histórico da humanidade, antecipando aqui neste mundo a cidade celeste que se dará no céu. O Povo de Deus forma a Igreja Militante que é aquele que está em marcha rumo à glória que se dará na consumação dos tempos.

Um caráter importante relacionado com a imagem de Povo de Deus é a eleição.  Assim como Israel foi o povo eleito do Antigo Testamento – “Não é porque sois mais numerosos que todos os outros povos que o Senhor se uniu a vós e vos escolheu; ao contrário, sois o menor de todos. Mas o Senhor ama-vos e quer guardar o juramento que fez a vossos pais. Por isso a sua mão poderosa tirou-vos da casa da servidão, e livrou-vos do poder do faraó, rei do Egito” (Dt 7,7-8) –, Paulo caracteriza os cristãos como “Assembléia dos chamados”.

Eleição e salvação são duas realidades sucessivas. A salvação parte da vontade e da misericórdia de Deus. Ela se apresenta sempre sob duas faces: a opressão e a libertação. Essa salvação foi realizada por Jesus Cristo na Sua morte de cruz, entregando ao Pai a Igreja pelo Seu sangue. Para que essa tenha efeito, deve haver por parte das pessoas uma participação na vida e na intimidade de Deus. O Povo de Deus é um povo peregrino, que segue rumo à salvação prometida por Deus (cf. Hb 13,14). Em resumo, o Povo de Deus é um povo universal, histórico, unido por uma fé sobrenatural, guiado pelo Sagrado Magistério da Igreja.

A IGREJA E O REINO DE DEUS

A Igreja e o Reino de Deus não se confundem. A Igreja vem para continuar a missão de Jesus Cristo de anunciar a vinda do Reino e de construí-lo, como sinal, aqui na Terra, pois este Reino só será concretizado no fim dos tempos. Não há como compreender a história do Povo de Deus se não se tem uma visão da plenitude celeste dessa idéia, assim como não há como entender a preocupação escatológica se não se entende a realidade histórico-salvífica desse povo.



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